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Marcos
  cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos.
29. Então, ele disse-lhe: Por essa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha.
30. E, indo ela para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, pois o demônio já tinha saído.
31. E ele, tornando a sair dos territórios de Tiro e de Sidom, foi até ao mar da Galiléia, pelos confins de Decápolis.
32. E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente, e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele. 33. E, tirando-o à parte de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocou-lhe na língua.
34. E, levantando os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá, isto é, abre- te.
35. E logo se lhe abriram os ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente.
36. E ordenou-lhes que a ninguém o dissessem; mas, quanto mais lho proibia, tanto mais o divulgavam. 37. E, admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos.
Marcos 8
1. Naqueles dias, havendo mui grande multidão e não tendo o que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos e disse-lhes:
2. Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo e não têm o que comer.
3. E, se os deixar ir em jejum para casa, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.
4. E os seus discípulos responderam-lhe: Donde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto?
5. E perguntou-lhes: Quantos pães tendes? E disseram-lhe: Sete.
6. E ordenou à multidão que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães e tendo dado graças, partiu- os e deu-os aos seus discípulos, para que os pusessem diante deles; e puseram- nos diante da multidão.
7. Tinham também uns poucos peixinhos; e, tendo dado graças, ordenou que também lhos
pusessem diante.
8. E comeram e saciaram-se; e, dos pedaços que sobejaram, levantaram sete cestos.
9. E os que comeram eram quase quatro mil; e despediu-os.
10. E, entrando logo no barco com os seus discípulos, foi para as regiões de Dalmanuta.
11. E saíram os fariseus e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do céu.
12. E, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade
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